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Aliado de Trump afirma que Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos
Brasil | Estados Unidos | Política e Justiça

Aliado de Trump afirma que Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos

O advogado e empresário mexicano Simón Levy anunciou a chegada do senador ao território americano e atribuiu ao secretário de Estado Marco Rubio a organização da viagem. A informação ainda não foi confirmada oficialmente pelo governo dos Estados Unidos.


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou aos Estados Unidos em segurança, segundo uma declaração publicada pelo advogado e empresário mexicano Simón Levy, ligado ao movimento político do presidente americano Donald Trump. A informação foi divulgada nesta terça-feira (27) e repercutida por veículos brasileiros, entre eles Metrópoles, R7 e Gazeta do Povo.

Levy publicou a mensagem na rede social X por volta das 15h20, afirmando que o parlamentar brasileiro já estava em território americano. Na mesma publicação, atribuiu ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, a responsabilidade pela articulação que teria permitido a viagem.

A declaração representa um novo desdobramento nas informações sobre a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

Apesar do anúncio, ainda não foram divulgados registros oficiais de imigração, documentos de embarque ou uma manifestação do governo americano que confirmem a chegada do senador.

Simón Levy anuncia chegada e cita Marco Rubio

O advogado mexicano Simón Levy afirmou publicamente que Flávio Bolsonaro havia chegado aos Estados Unidos sem problemas.

Em sua publicação, Levy escreveu que o senador estava em segurança e apontou Marco Rubio como responsável pela organização da operação.

O empresário também declarou que Flávio passaria a liderar, a partir dos Estados Unidos, a oposição ao governo do presidente Lula.

A declaração foi reproduzida pelo Metrópoles em reportagem assinada pelos jornalistas Junio Silva e Manoela Alcântara, publicada às 16h03.

O R7 também noticiou a manifestação, destacando que a suposta participação de autoridades americanas ainda não recebeu confirmação oficial.

Levy é ex-subsecretário de Turismo do México e mantém atuação pública em temas políticos internacionais. Embora seja apresentado como próximo ao movimento de Donald Trump, ele não ocupa um cargo oficial no governo americano.

Por isso, suas declarações não representam, por si só, uma confirmação do Departamento de Estado ou da Casa Branca.

Participação do governo americano ainda não foi confirmada

A afirmação de que Marco Rubio teria organizado a viagem coloca o secretário de Estado americano no centro das notícias sobre o deslocamento do senador brasileiro.

Rubio é responsável pela diplomacia dos Estados Unidos e integra o primeiro escalão do governo Trump.

Caso sua participação seja confirmada, será necessário esclarecer se houve alguma atuação oficial do Departamento de Estado ou se os contatos ocorreram por intermédio de pessoas próximas ao governo americano.

Segundo a Gazeta do Povo, o Departamento de Estado foi procurado para comentar as declarações de Simón Levy, mas não havia respondido até a publicação da reportagem.

Também não foi divulgada uma manifestação de Rubio confirmando a participação na viagem.

A alegação de Levy, portanto, permanece sem comprovação independente.

Viagem ocorre após decisão do STF que proibia saída do Brasil

A notícia sobre a chegada aos Estados Unidos ocorre um dia depois de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega dos passaportes de Flávio Bolsonaro à Polícia Federal.

A ordem estabeleceu prazo de 24 horas para que o senador apresentasse seus documentos comum e diplomático, além de proibir sua saída do território brasileiro.

O prazo terminou sem que os passaportes fossem entregues, segundo informações divulgadas pela imprensa.

Diante do descumprimento, a Polícia Federal adotou providências para o cancelamento dos documentos.

A decisão judicial está relacionada a uma investigação envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.

Flávio Bolsonaro nega irregularidades.

A eventual confirmação de que o parlamentar deixou o Brasil após a proibição poderá levar o Supremo Tribunal Federal a avaliar possíveis consequências jurídicas.

Polícia Federal investiga possível passagem pela Argentina

Antes do anúncio de Simón Levy, a Polícia Federal já verificava informações sobre uma possível saída de Flávio Bolsonaro pela fronteira com a Argentina.

Reportagens publicadas durante a madrugada mencionaram um jato particular que estaria no aeroporto de Puerto Iguazú, cidade argentina próxima a Foz do Iguaçu, no Paraná.

A aeronave foi identificada pela imprensa como um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW.

Um piloto brasileiro também relatou ter recebido de um funcionário do aeroporto a informação de que o nome de Flávio constaria de uma lista de passageiros.

Entretanto, o governo argentino informou que não encontrou registros oficiais da entrada do senador em seu território.

A Direção Nacional de Migrações afirmou ter realizado verificações relacionadas à aeronave e aos procedimentos migratórios.

A negativa das autoridades argentinas não esclarece qual teria sido a rota utilizada pelo parlamentar.

Até o momento, o trajeto completo entre o Brasil e os Estados Unidos não foi confirmado publicamente.

Aliados brasileiros já haviam informado sobre a viagem

Ao longo desta terça-feira, diferentes veículos divulgaram informações atribuídas a pessoas próximas de Flávio Bolsonaro.

A CNN Brasil noticiou que aliados afirmavam que o senador havia deixado o país acompanhado da esposa e das duas filhas, com destino aos Estados Unidos.

O jornal O Popular também repercutiu uma declaração atribuída ao deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), segundo a qual familiares haviam confirmado a viagem.

As informações surgiram depois de manifestações contraditórias de integrantes do Partido Liberal sobre a localização do parlamentar.

Inicialmente, alguns aliados negaram que ele tivesse deixado o Brasil. Posteriormente, novas declarações passaram a indicar que o senador estaria em deslocamento para o território americano.

O anúncio de Simón Levy acrescenta a alegação de que Flávio já teria concluído a viagem.

Possível pedido de asilo político ainda depende de confirmação

Reportagens publicadas anteriormente pelo Metrópoles apontaram que Flávio Bolsonaro pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos.

O procedimento permite que estrangeiros apresentem pedidos de proteção às autoridades americanas, desde que atendam aos critérios estabelecidos pela legislação migratória.

A solicitação de asilo não garante sua aprovação. Cada caso depende de análise individual e da apresentação de fundamentos previstos na legislação.

Até a última atualização, não havia confirmação de que Flávio tivesse formalizado um pedido perante as autoridades americanas.

Também não foi divulgada uma decisão do governo Trump sobre a situação migratória do senador.

Confirmação oficial da chegada continua pendente

A declaração de Simón Levy é a informação mais recente sobre o paradeiro de Flávio Bolsonaro e foi reproduzida por diferentes veículos de comunicação.

O empresário afirma que o senador chegou em segurança aos Estados Unidos e que Marco Rubio participou da organização da viagem.

Entretanto, a chegada ao território americano e o envolvimento do secretário de Estado ainda não foram confirmados oficialmente pelas autoridades dos Estados Unidos.

A Polícia Federal brasileira continua acompanhando as informações sobre a saída do parlamentar, enquanto novos esclarecimentos poderão definir as circunstâncias da viagem e seus possíveis desdobramentos judiciais e diplomáticos.