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Alta dos preços aumenta pressão sobre a Casa Branca
Estados Unidos | Economia | Política

Alta dos preços aumenta pressão sobre a Casa Branca

Pesquisa Reuters/Ipsos mostra que 78% dos norte-americanos atribuem ao governo parte da responsabilidade pelo custo de vida; resultado mede a opinião pública, não prova uma causa econômica isolada.


O custo de vida voltou ao centro do debate político nos Estados Unidos. Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta sexta-feira, 9 de outubro, mostra que 78% dos adultos entrevistados acreditam que as políticas da Casa Branca têm alguma parcela de responsabilidade pela alta dos preços.

Essa percepção ultrapassa a divisão partidária: 64% dos republicanos e 76% dos independentes disseram atribuir parte da responsabilidade ao governo. Ao todo, 68% demonstraram insatisfação com a condução da inflação.

O levantamento registra a opinião dos participantes e não estabelece, por si só, que uma única política tenha causado a inflação. Economistas e autoridades monetárias apontam uma combinação de fatores, incluindo energia, comércio, juros, oferta global e tarifas de importação.

Salários e despesas domésticas

Dois terços dos entrevistados disseram que as despesas estão aumentando mais rapidamente do que os salários. Entre os republicanos, essa avaliação foi compartilhada por 57%.

Mais da metade 54% afirmou que o custo de vida subiu muito no último ano. O impacto já aparece nas decisões do dia a dia: 63% disseram estar frequentando restaurantes com menos regularidade, e 56% reduziram gastos com entretenimento ou serviços de streaming.

O preço médio nacional da gasolina estava em US$ 4,36 por galão na quinta-feira, ante US$ 3,11 um ano antes, segundo os dados citados pela Reuters. O diesel atingia US$ 6,28 por galão.

Casa Branca contesta avaliação

A porta-voz da Casa Branca Taylor Rogers afirmou à Reuters que o presidente Donald Trump entregou benefícios às famílias por meio de cortes de impostos e da redução de custos de medicamentos. O governo também argumenta que herdou pressões inflacionárias do período anterior.

O tema deverá pesar nas eleições de meio de mandato de 3 de novembro, que definirão o controle do Congresso. O custo de vida apareceu entre as principais preocupações dos participantes, inclusive dentro do eleitorado republicano.

A pesquisa foi realizada on-line durante seis dias e concluída na segunda-feira. Foram ouvidos 4.506 adultos em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para o conjunto da amostra e de três pontos para republicanos, democratas e independentes.

Fonte: Reuters — pesquisa Reuters/Ipsos sobre custo de vida.