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Brasileiro condenado por disparos de arma é preso pelo ICE em Orlando após investigação em Santa Catarina

Brasileiro condenado por disparos de arma é preso pelo ICE em Orlando


ESTADOS UNIDOS | IMIGRAÇÃO | 14 DE OUTUBRO DE 2026

Ex-presidente do sindicato dos policiais civis catarinenses, de 51 anos, era procurado pela Justiça brasileira. Troca de informações entre autoridades dos dois países permitiu sua localização na Flórida.

Um brasileiro de 51 anos, identificado como Anderson de Amorim, ex-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol-SC), foi preso na terça-feira (13) por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), em Orlando, na Flórida. Ele era considerado foragido da Justiça brasileira após uma condenação relacionada a disparos de arma de fogo durante uma discussão de trânsito em 2018.

A prisão foi resultado de uma operação de cooperação internacional entre a Polícia Civil de Santa Catarina e as autoridades americanas. Investigadores brasileiros identificaram que o ex-policial havia deixado o país e estaria vivendo nos Estados Unidos.

Segundo comunicado oficial da Polícia Civil catarinense, o trabalho de inteligência permitiu localizar o procurado e compartilhar informações com o ICE, responsável pela captura em território americano.

Por que o brasileiro era procurado pela Justiça?

Anderson de Amorim havia sido condenado a dois anos e quatro meses de prisão, em regime semiaberto, por um episódio ocorrido em 2018.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Marcelo Sampaio, o ex-policial sacou uma arma durante uma discussão no trânsito e efetuou disparos, colocando outras pessoas em risco.

O caso resultou em um processo criminal por disparo de arma de fogo. A condenação transitou em julgado, o que significa que não cabiam mais recursos contra a decisão.

Segundo Sampaio, o mandado de prisão havia sido expedido poucos dias antes da captura nos Estados Unidos.

Investigação em Santa Catarina levou à localização na Flórida

A operação começou com diligências realizadas pela Delegacia de Combate às Drogas (Decod), vinculada ao Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí, no litoral catarinense.

Durante o levantamento de informações, os investigadores descobriram que Anderson havia saído do Brasil e estaria residindo no exterior.

Os dados foram encaminhados às autoridades americanas, que realizaram novas diligências e localizaram o brasileiro em Orlando.

A Polícia Civil destacou que a cooperação internacional foi fundamental para o cumprimento da ordem judicial.

O delegado-geral Marcelo Sampaio também afirmou que o histórico profissional do condenado não altera a obrigação de cumprir a decisão da Justiça.

Sindicato afirma que ex-presidente não mantém vínculo com a entidade

Após a divulgação da prisão, o Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina publicou uma nota esclarecendo que Anderson de Amorim não integra atualmente o quadro de filiados.

A entidade informou ainda que o processo criminal responsável pela prisão não tem relação com o exercício das funções policiais ou com as atividades do sindicato.

Anderson é policial civil aposentado e já ocupou a presidência da organização que representa integrantes da categoria em Santa Catarina.

O posicionamento do Sinpol-SC foi divulgado nesta quarta-feira (14), após a repercussão da prisão no Brasil e nos Estados Unidos.

O brasileiro será deportado dos Estados Unidos?

Depois de ser detido em Orlando, Anderson foi encaminhado a um centro federal de detenção nos Estados Unidos.

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, ele permanece à disposição das autoridades para os procedimentos relacionados à cooperação jurídica internacional e às questões migratórias.

Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre uma possível deportação ou extradição para o Brasil.

Embora os dois procedimentos possam resultar na saída de uma pessoa dos Estados Unidos, eles possuem fundamentos jurídicos diferentes. A deportação está relacionada à legislação migratória americana, enquanto a extradição envolve a entrega de uma pessoa a outro país para responder a um processo ou cumprir uma decisão judicial.

As autoridades ainda não divulgaram quando Anderson poderá ser transferido para o Brasil ou quais serão os próximos passos do processo.

Caso destaca cooperação entre autoridades brasileiras e americanas

A prisão demonstra como o compartilhamento de informações entre instituições policiais pode permitir a localização de pessoas procuradas pela Justiça mesmo depois de deixarem o país.

No comunicado divulgado após a operação, a Polícia Civil de Santa Catarina agradeceu a colaboração do ICE e destacou a importância do cumprimento de mandados judiciais envolvendo foragidos internacionais.

Até o momento, não foi divulgado um posicionamento da defesa de Anderson de Amorim sobre a prisão realizada na Flórida.