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Copa do Mundo de 2026 desafiará seleções com viagens inéditas entre sedes


A edição de 2026 da Copa do Mundo promete ser histórica por diversos motivos. Além de reunir três países anfitriões pela primeira vez, o torneio também estabelecerá um novo recorde em relação à distância entre cidades-sede. Com partidas distribuídas entre Estados Unidos, Canadá e México, as delegações terão que enfrentar longos deslocamentos ao longo da competição.

O Mundial começará em 11 de junho e contará com jogos em 16 cidades espalhadas pela América do Norte, ampliando significativamente os desafios logísticos para atletas, comissões técnicas e torcedores.

Distâncias continentais marcam a competição

Entre todas as cidades escolhidas para receber partidas, Vancouver, no Canadá, e Miami, nos Estados Unidos, representam o trajeto mais extenso da Copa. A separação entre elas é de aproximadamente 4.500 quilômetros em linha reta.

A dimensão impressiona até mesmo quando comparada ao território brasileiro. Para se ter uma ideia, a cidade de Manaus está geograficamente mais próxima de Miami do que da própria Vancouver.

Logística será fator importante

As viagens entre sedes deverão influenciar diretamente o planejamento das seleções. Horários de voos, recuperação física dos atletas e adaptação aos diferentes fusos horários passam a ter papel ainda mais relevante em uma competição disputada em uma área territorial tão ampla.

Entre as equipes classificadas, a Bósnia e Herzegovina será a que enfrentará o maior percurso durante a fase de grupos, ultrapassando os 5 mil quilômetros de deslocamento nos três primeiros compromissos.

Brasil terá percurso intermediário

A Seleção Brasileira também precisará percorrer uma distância considerável na primeira fase do torneio. A estimativa é de cerca de 1.760 quilômetros entre suas partidas iniciais.

Apesar disso, o trajeto brasileiro será menor do que o enfrentado por algumas equipes e superior ao de seleções tradicionais como França e Argentina, que terão deslocamentos inferiores a 800 quilômetros.

Comparação com outras Copas

O recorde de distância entre sedes supera o registrado na Copa de 1994, também realizada nos Estados Unidos. Desde então, nenhuma edição apresentou uma dispersão geográfica tão grande.

O contraste é ainda maior quando comparado ao Mundial de 2022, no Catar. Na ocasião, todas as cidades-sede estavam localizadas em uma área reduzida, com menos de 70 quilômetros separando os locais mais distantes.

Brasil já viveu cenário semelhante

O país aparece em duas edições históricas quando o assunto é distância entre sedes. Em 2014, cidades como Fortaleza e Porto Alegre estavam separadas por mais de 3.200 quilômetros. Já na Copa de 1950, Recife e Porto Alegre figuravam entre os extremos do torneio, com quase 3 mil quilômetros de distância entre si.

Com a chegada da Copa de 2026, porém, esses números ficam para trás. A competição norte-americana inaugura uma nova era de desafios logísticos e reforça o caráter continental daquele que será o maior Mundial já realizado.