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Copa do Mundo de 2026 nos EUA tem custos elevados e afasta torcedores estrangeiros


A expectativa para a Copa do Mundo FIFA de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, vem sendo acompanhada por uma crescente preocupação entre torcedores: o alto custo para acompanhar os jogos de perto. De acordo com informações divulgadas pela RFI, as despesas vão muito além das passagens aéreas e têm gerado críticas ao modelo adotado para o evento.

Um dos principais pontos levantados é o custo de mobilidade dentro das cidades-sede. Diferente de edições anteriores do torneio, o transporte público não será gratuito para os portadores de ingressos, podendo chegar a quase R$ 500 por deslocamento até os estádios. A isso se somam gastos com hospedagem, alimentação e a prática comum de gorjetas nos Estados Unidos, que podem alcançar até 20% do valor consumido.

Os ingressos também estão entre os fatores mais criticados. Estimativas indicam que entradas para a final podem custar a partir de US$ 11 mil (cerca de R$ 54 mil), enquanto pacotes completos chegam a valores milionários. Especialistas atribuem essa alta ao sistema de preços dinâmicos adotado pela FIFA, que ajusta os valores conforme a demanda.

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Além das questões financeiras, o processo de entrada nos Estados Unidos também preocupa parte dos torcedores internacionais, devido às exigências burocráticas e possíveis custos adicionais com vistos e documentação.

Diante desse cenário, muitos fãs têm reconsiderado a viagem. Para uma parcela significativa do público, o sonho de vivenciar a Copa do Mundo in loco pode se tornar inviável, transformando o que seria uma experiência única em uma realidade distante.