Dias após a operação dos Estados Unidos na Venezuela que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro, o presidente norte-americano Donald Trump voltou a provocar controvérsia ao sugerir a possibilidade de uma nova ação militar na América do Sul — desta vez contra a Colômbia. A declaração foi feita a jornalistas a bordo do Air Force One, quando Trump afirmou que uma ofensiva contra o país vizinho “soa bem” para ele.
As falas do presidente ocorreram no contexto de questionamentos sobre os próximos passos da política externa norte-americana na região após a queda do governo venezuelano. Segundo Trump, os Estados Unidos estariam agora “no comando” do processo político na Venezuela, indicando uma influência direta de Washington na reorganização institucional do país.
Além da Colômbia, Trump também direcionou críticas ao presidente colombiano Gustavo Petro, a quem acusou de adotar uma postura hostil aos interesses norte-americanos. O republicano ainda atacou o governo do México, afirmando que países da região “se beneficiaram por muito tempo” da tolerância dos Estados Unidos.
As declarações geraram forte preocupação diplomática. Analistas apontam que a retórica de Trump contribui para um clima de instabilidade na América Latina, especialmente em um momento de fragilidade política e econômica em diversos países. Governos da região avaliam que o discurso pode abrir espaço para uma escalada de tensões e comprometer mecanismos de diálogo regional.
De acordo com a reportagem, autoridades do governo norte-americano estudam manter e até ampliar a pressão econômica sobre países considerados desalinhados a Washington, utilizando sanções e restrições comerciais como instrumentos de influência. Nos bastidores, no entanto, diplomatas demonstram cautela quanto aos impactos de uma política mais agressiva.
Até o momento, nem a Colômbia nem o México responderam oficialmente às declarações de Trump. A expectativa é de que o tema seja debatido em fóruns multilaterais e em reuniões diplomáticas nos próximos dias, à medida que cresce a apreensão internacional com os rumos da política externa dos Estados Unidos na América Latina.
