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EUA ampliam cota para tentar baratear carne


Medida permite a entrada adicional de 300 mil toneladas de aparas bovinas com tarifa reduzida; encontro de Joesley Batista com Donald Trump foi revelado pelo Wall Street Journal.

Categoria: Estados Unidos / Economia

Os Estados Unidos começaram nesta terça-feira, 1º de setembro, a aplicar uma ampliação temporária da cota de importação de aparas de carne bovina magra com tarifa reduzida. A medida autoriza a entrada de até 300 mil toneladas métricas adicionais até o fim de novembro e tem como objetivo anunciado aumentar a oferta de carne moída e aliviar os preços para os consumidores.

A decisão foi formalizada pelo presidente Donald Trump em uma proclamação assinada em 26 de agosto. O volume foi dividido em três lotes de 100 mil toneladas: o primeiro fica disponível de 1º a 30 de setembro; o segundo, de 1º a 30 de outubro; e o terceiro, de 31 de outubro a 30 de novembro ou até o preenchimento da cota.

As aparas magras importadas costumam ser misturadas à carne com maior teor de gordura produzida nos Estados Unidos para fabricar carne moída.

Medida não é exclusiva para o Brasil

A nova cota foi destinada ao grupo tarifário de “outros países ou áreas” e será administrada por ordem de chegada. Isso significa que exportadores brasileiros podem disputar o espaço, mas o governo americano não reservou as 300 mil toneladas exclusivamente ao Brasil.

A proclamação também não eliminou todas as tarifas sobre a carne brasileira. Ela ampliou temporariamente o volume que pode entrar pela alíquota mais baixa prevista no sistema de cotas.

O governo afirma que acompanhará os preços cobrados pelo produto importado e poderá encerrar o saldo da medida se a redução esperada não ocorrer. Isso não representa uma garantia de queda imediata no supermercado: o preço final também depende de processamento, transporte, margem dos varejistas e oferta doméstica.

Reunião com Joesley foi revelada por jornal

O Wall Street Journal informou que Joesley Batista, um dos controladores da JBS, reuniu-se com Trump no Salão Oval em 20 de agosto. Segundo a reportagem, ele defendeu a redução da tarifa de 26% aplicada à carne do Brasil e argumentou que uma oferta maior poderia ajudar a diminuir os preços nos Estados Unidos.

A Reuters repercutiu a informação, mas afirmou que não confirmou o encontro de forma independente. No dia seguinte à data atribuída à reunião, Trump anunciou que preparava uma flexibilização temporária das importações.

O governo atribui a alta da carne à menor oferta de gado, agravada por secas e incêndios, além de restrições sanitárias à entrada de animais do México. A Casa Branca afirma que o rebanho americano está no menor nível em 75 anos. Organizações de pecuaristas, por outro lado, criticam a ampliação das importações e temem pressão sobre os produtores domésticos.

Esta matéria confirma, esclarece e amplia a notícia publicada no Instagram da Rádio Brazil Atlanta.

Fontes: publicação da Rádio Brazil Atlanta no Instagram