Um pai de duas estudantes e uma professora estão sendo reconhecidos por suas ações durante um ataque a tiros que deixou quatro mortos e dois feridos graves na escola primária Silver Rail Elementary School, na cidade de Bend, no estado americano do Oregon.
A tragédia aconteceu na quinta-feira (15), quando um adolescente de 16 anos, ex-aluno da instituição, invadiu o prédio armado com uma espingarda e abriu fogo em uma sala de educação especial.
Três crianças, de 5, 8 e 11 anos, e uma professora morreram. Outras duas pessoas, uma criança de 7 anos e uma educadora de 54 anos, ficaram gravemente feridas e foram hospitalizadas.
O ataque terminou quando Kaylub Giamanco, de 36 anos, pai de duas meninas matriculadas na escola, entrou no prédio e atirou contra o agressor. Segundo as autoridades, uma professora também confrontou fisicamente o adolescente, ajudando a interromper a violência.
A polícia acredita que a intervenção evitou um número ainda maior de vítimas.
Pai percebeu ataque e entrou na escola para impedir novos disparos
Kaylub Giamanco, morador de Bend e trabalhador da construção civil, passava nas proximidades da escola quando percebeu a situação.
De acordo com relatos de familiares e informações divulgadas pela imprensa americana, ele estava retornando do almoço quando ouviu disparos e viu o adolescente armado entrar na instituição.
Giamanco decidiu segui-lo até o interior do prédio.
Segundo a polícia, o homem confrontou o atirador e disparou contra ele, encerrando o ataque antes da chegada dos primeiros policiais.
O adolescente morreu no local.
A mãe de Giamanco, Kenda Freeman, confirmou que o filho foi responsável pela intervenção. Em declaração divulgada nesta sexta-feira (16), ela afirmou que ele não deseja receber reconhecimento público e prefere agradecer aos socorristas, funcionários da escola e moradores pelo apoio.
O pai possui duas filhas que estudam na Silver Rail Elementary School.
Professora enfrentou o atirador dentro da escola
Além da atuação de Giamanco, uma professora também teve participação decisiva na tentativa de conter o agressor.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades e pela imprensa americana, a educadora reagiu ao ataque e chegou a enfrentar fisicamente o adolescente.
Relatos da investigação indicam que ela lançou um telefone celular contra o atirador e tentou imobilizá-lo.
A intervenção aconteceu em meio aos disparos, enquanto alunos e funcionários tentavam se proteger.
A polícia considera que a reação da professora, combinada com a entrada do pai armado, contribuiu para interromper o ataque.
As autoridades continuam analisando a sequência exata dos acontecimentos.
Adolescente invadiu escola após disparar contra portas trancadas
O suspeito foi identificado pela polícia como Griffin J. John II, de 16 anos, que havia estudado anteriormente na instituição.
Segundo o chefe de polícia de Bend, Mike Krantz, o adolescente chegou ao local armado com uma espingarda e conseguiu entrar depois de disparar contra portas de segurança que estavam trancadas.
Antes de invadir o prédio, ele também teria atirado contra uma pessoa que estava em um veículo nas proximidades.
O primeiro chamado de emergência foi registrado por volta das 12h59, no horário local.
A escola entrou em protocolo de confinamento de segurança, conhecido como lockdown, aproximadamente dois minutos depois.
Quando os primeiros policiais chegaram, o agressor já havia sido atingido e estava morto.
A polícia informou que o ataque ocorreu em uma sala destinada ao atendimento de alunos com necessidades educacionais especiais.
Três crianças e uma professora morreram
Entre as vítimas está Rhoam Summer, de apenas 5 anos, que frequentava o jardim de infância.
Familiares descreveram o menino como uma criança alegre, que gostava de brincar, escalar e colecionar bichos de pelúcia.
As outras duas crianças mortas tinham 8 e 11 anos.
A professora Meghan Lambert, de 25 anos, também perdeu a vida no ataque. Ela era lembrada por sua dedicação aos estudantes e por sua participação em atividades esportivas na comunidade.
Uma criança de 7 anos e outra professora, identificada como Becky Drury, de 54 anos, ficaram gravemente feridas.
As autoridades seguem acompanhando o estado de saúde dos sobreviventes.
Polícia investiga origem da arma e motivação do crime
Os investigadores trabalham para esclarecer como o adolescente teve acesso à arma utilizada no ataque e o que o levou a escolher a escola.
As informações preliminares indicam que ele utilizou uma espingarda calibre 12, que teria sido comprada legalmente por sua mãe.
A polícia também investiga o histórico do suspeito e sua ligação anterior com a instituição.
Até esta sexta-feira (16), nenhuma motivação havia sido oficialmente estabelecida.
O FBI participa da investigação em conjunto com as autoridades locais.
Comunidade do Oregon presta homenagens às vítimas
O ataque provocou comoção em Bend, cidade de aproximadamente 100 mil habitantes, localizada na região central do Oregon.
O distrito escolar Bend-La Pine suspendeu as aulas, atividades esportivas e eventos programados para esta sexta-feira.
Moradores começaram a deixar flores, velas e mensagens nas proximidades da escola em homenagem às vítimas.
A governadora do Oregon, Tina Kotek, determinou que as bandeiras em prédios públicos fossem hasteadas a meio mastro e destacou a coragem das pessoas que intervieram durante o ataque.
A comunidade também organizou encontros e vigílias para apoiar as famílias atingidas.
Enquanto as investigações continuam, autoridades educacionais avaliam os procedimentos de segurança da instituição e as circunstâncias que permitiram a entrada do adolescente.
O episódio reacende o debate sobre a segurança nas escolas americanas, o acesso de menores de idade a armas de fogo e as medidas necessárias para prevenir novos ataques.
