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Polícia Civil prepara esquema especial para retorno de adolescentes investigados no caso Orelha


A Polícia Civil de Santa Catarina informou que irá adotar um esquema especial de segurança no aeroporto para o desembarque de dois adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. A data exata do retorno não foi divulgada por questões de segurança, mas a previsão é de que os jovens cheguem ao Brasil nos próximos dias. Segundo a corporação, a viagem aos Estados Unidos não é tratada oficialmente como tentativa de fuga, pois teria sido programada antes do crime.

Diante da repercussão do caso, a agência de intercâmbio Intercultural divulgou um comunicado oficial no qual afirma que não possui qualquer relação com os fatos investigados. Na nota, a empresa declara que não teve conhecimento prévio do episódio, que não participou dos acontecimentos e que tomou ciência do caso apenas após o embarque do grupo para os Estados Unidos. A agência informa ainda que atua exclusivamente na área de intercâmbio educacional e organização de viagens, sem qualquer atribuição policial ou judicial, e que permanece à disposição das autoridades para eventuais esclarecimentos.

O caso também gerou mobilização entre brasileiros que vivem nos Estados Unidos, com registros de envio de mensagens e e-mails a embaixadas e a autoridades americanas, cobrando acompanhamento do episódio. A Polícia Civil reforça que as investigações seguem em andamento e que todos os procedimentos estão sendo conduzidos conforme a legislação, especialmente por envolver adolescentes.

O cão Orelha era cuidado há cerca de dez anos pela comunidade local e morreu após sofrer maus-tratos, fato que deu início às investigações.